terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Resenha: A solidão dos numeros primos


A Solidao dos Numeros Primos.jpg (300×454)A Solidao dos Numeros Primos.jpg (300×454)

Sinopse: Mattia tinha estudado que entre os números primos existem alguns ainda mais especiais. Os matemáticos os chamam de primos gêmeos: são casais de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase vizinhos, porque entre eles há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente. Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos, próximos, mas não o bastante para se tocar de verdade.


Primeiras impressões: A primeira vez que o li, foi na biblioteca da escola, o livro é curto e nada cansativo. Devorei em alguns dias, e li mais umas três vezes no mesmo mês. Mas não se deixe enganar pela sinopse aparentemente básica e convencional. A solidão dos números primos vai muito além. Escrito por Paolo Giordano, o livro recebeu o prêmio Stregga e a menção honrosa do Campiello, os dois prêmios mais importantes da Itália,(onde já foi lido por mais de um milhão e 300 mil pessoas)

Me conta mais...: Ao se concentrar na história de Alice e Mattia, os dois protagonistas, o autor faz também um relato da pequena burguesia italiana em capítulos que vão de 1983 a 2007, período em que evolui cronologicamente a narrativa. Dois acidentes dão a partida à cadência da trama: Alice é uma menina que fora forçada pelo pai a ser uma brilhante atleta. Em um dia de treino, sofre uma queda que a deixará marcada para sempre. Mattia é um pequeno gênio da matemática. A caminho de uma festinha de aniversário, deixa a irmã gêmea, da qual se envergonha, sozinha num banco de praça e nunca mais a vê. Marcados por suas histórias e um sentimento permanente de inadequação, Alice e Mattia se conhecem na escola e, desde então, ficam cada dia mais unidos. A fixação por belas imagens faz com que Alice torne-se fotógrafa. Mattia tem uma maneira particular de ver o mundo, sempre por teoremas matemáticos – e não por acaso torna-se um brilhante cientista. E é assim, através do olhar aguçado de Alice e das hipóteses lógicas de Mattia, que Giordano conduz a narrativa densa e sensível de seu premiado romance de estreia.

O que eu achei: É uma obra extremamente sensível e que merece uma chance sim! Eu mesma tinha meus preconceitos até com a capa e com o fato de ser um livro italiano. Ele aborda diverso temas, tais como a anorexia, vícios, depressão, etc. E tudo isso te fazendo ter uma carinho enorme pelos personagens absolutamente humanos e defeituosos. Talvez seja isso que tenha me marcado tanto, eles tem muitos defeitos, não são aqueles mocinhos perfeitos do cinema. O enredo cronológico estende-se por um período de 24 anos, você acompanha, sabe. Você conhece eles, você vive com eles. Muito tempo depois de o ler, descobri que o livro fora adaptado para o cinema. Não me convenci muito com ele, pois é bem rápido em relação à historia. Até porque né, são 24 anos de história! 

Quantas lágrimas eu derramei: PERDI A CONTA

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