sexta-feira, 22 de maio de 2015

Capítulo dois - Todas as vezes que você não esteve aqui

Um bom dia, um boa noite, um abraço, um sorriso, uma conversa com emoticon de coração. Você não foi nenhum deles. E apesar de eu ter sido tudo isso pra você, me pergunto o porque o contrário não aconteceu. 
Uma pessoa tão fechada em si mesma, tão cercada por paredes invisíveis, é normal então, né? Seria, se essa sua parede invisível não fosse só comigo. Seria, se as minhas palavras não parecessem tão agradáveis pra você quando vindas da boca de outras pessoas. Pessoas mais engraçadas, mais bonitas, mais simpáticas, pessoas mais. 


Pra você saber, perdi a conta de todas as noites que fui dormir esperando qualquer palavra sua, todas as vezes que acordei e sua mensagem foi a primeira coisa que procurei. Mas ela não estava lá. Todas essas lembranças, me desculpe, mas joguei fora. Deleto seu numero e as poucas mensagens que você lembrou de mandar. Rasgo as nossas fotos juntas e tento pensar em como não sinto a sua falta, nem das vezes que sorriu pra mim e nem de quando segurou minha mão. 
Eu não posso sentir sua falta simplesmente porque você nunca esteve aqui, sua presença estava sempre divida entre vários outros copos. O meu estava vazio a maior parte do tempo. E eu me pergunto se você ao menos pensa em mim, ou se já pensou. Se depois de alguma das milhares discussões você sentiu o coração apertado, se alguma coisa te fez lembrar de mim.
E eu volto a realidade percebendo o quão estupida é essa pergunta. Quero dizer, você não teria tempo não é? Um dia corrido e muito estudo, na promessa de um futuro brilhante, quem teria tempo pra lembrar da pessoa que mais sente a sua falta? Que espera horas pra te ver online e que pensa minunciosamente no que vai dizer na sua festa de aniversário? Queria ao menos ter ouvido você dizer meu nome após o "Obrigada". Será que você ainda sabe qual é? Você ainda sabe quem eu sou? Me diz então, porque quando olho pra mim, percebo que estou apenas procurando por você. 

Chaves de Clarisse

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