terça-feira, 21 de abril de 2015

Capítulo um - Entre o mar e você



Sabe, eu nunca fui de me apegar. Nunca fui de amar. Até que um dia... Aquele cabelo curto, aquele sorriso torto. Eu com 16 primaveras de vida me apaixonei pela primeira vez. Como foi o seu primeiro amor? Amor? Será que era amor? Essas perguntas levam tempo demais, tempo que eu poderia usar para amar.
E foi o que eu fiz, por dois anos dediquei-me aquela aventura...
 "Ah dindi, se tu soubesse como machuca nunca mais amaria ninguém" 
Clarisse estava na praia, assim como nos filmes, como nas novelas de romance. A vida imita a arte ás vezes não é? Pois bem. Já era noite, mas no céu não tinham estrelas. Ou talvez Clarisse que não as tenha notado. Não havia muita gente naquela parte, era natal e a maior parte das pessoas provavelmente estaria em casa. Clarisse olhou bem nos olhos da outra. Nunca sentira-se atraída por garotas, nunca sentira-se tão atraída por ninguém, na verdade. 
Aqueles olhos pareciam esconder mil anos neles e tinham um brilho que Clarisse não entendia. E que não tinha pressa em entender. Desejava ter a vida inteira para fazer aquilo. 
Se era certo, se era uma escolha...
E se... 
E se...
Mas, se você prestar bem atenção uma pequena luzinha se acende quando você encontra aquela pessoa, cabe a você negar ou não esse sentimento. "O caminho mais fácil nem sempre é melhor que o da dor" é bom que você sempre lembre-se disso. 
Clarisse sentiu, sentiu-se viva, sentiu seu sangue fluindo, sentiu seu coração batendo. Clarisse sentiu a vida. A jovem de cabelos curtos virou para encara-la, olhando brincalhona e ao mesmo tempo suave, tocou-lhe as mãos. 
E as estrelas que Clarisse não via, apareceram-lhe quando seus olhos se fecharam e seus lábios tocaram os da outra. Era aquilo, era o que Clarisse buscava nos seus sonhos mais íntimos, aquele carinho misturado com desejo. Era aquela garota que lhe faltava. Clarisse desejava ter uma overdose daquele sentimento. 
Agora imagine a cena se apagando aos poucos e permanecendo assim, para que pudesse ser repetida dezenas de vezes. Mas aí é onde você me fala "Mas que história enfeitada, não sabe fazer um post sério e direto?" Eu lhe respondo que a Clarisse dentro de mim vê esse dia com os seus mais delicados olhos e mesmo que me diga que as coisas não ocorreram assim, eu direi que tudo que eu senti, exatamente tudo, foi contado aqui com metade das palavras que poderiam ter sido usadas. 
Você tem sido a única musica que escuto, e eu já escutei por muito tempo, chega a hora de deixar você ser a doce melodia de outro alguém.
Voe para longe, meu amor. 
Chaves de Clarisse


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